abanoub 2 days ago
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A Importância do Jogo Estoril vs Benfica na Temporada de Futebol 1. Abertura: o ritmo da temporada e o brilho de Estoril

A Importância do Jogo Estoril vs Benfica na Temporada de Futebol

1. Abertura: o ritmo da temporada e o brilho de Estoril

O Estoril é um clube com uma história rica, que passou por momentos altos e baixos, e está agora a viver uma fase de brilho, a competir com os melhores. Contudo, não é apenas a história que torna este jogo especial. O momento da temporada, com a equipa de casa em ascensão na tabela e a receber um dos gigantes do futebol português, faz deste encontro um marco do percurso e da ambição do Estoril. A vitória é um objetivo, mas mais do que os três pontos, a discussão da partida pode ter um impacto na moral da equipa e, consequentemente, na luta por uma qualificação europeia.

Esta fase de ascensão está bem presentem nas palavras de Pedro Martins, que enxerga um Estoril que “está a crescer, está a afirmar-se. Isso nota-se na atitude, na dinâmica da própria equipa” e que se prepara para um dos jogos “mais complicados” da temporada. Essa dualidade de importância e dificuldade é, por certo, um factor que pode levar a uma exibição de níveis elevados e a um resultado positivo, tal como aconteceu no passado, quando a vitória passou pela concretização da qualidade presente no jogo. A vitória não é uma espe­rança vã. As emoções são muitas e, de uma forma ou outra, acabam sempre por ser sentidas.

2. Contexto histórico: rivalidade que respira nas arquibancadas

Histórias de rivalidade e recriação: a memória coletiva do Estoril vs Benfica

Para a descoberta, a preservação e a promoção de um valor, para que uma ideia, um sentimento, uma emoção tenham existência, é necessário um acontecimento ou um conjunto de acontecimentos, é preciso que existam as vozes de quem partilha esse sentimento ou essa ideia. E a partida Estoril-Benfica, que no final de semana ligou as duas equipas, assinalou um desses momentos. O Estoril e o Benfica não são apenas duas equipas de futebol, são a Estoril e a Benfica, são o Estoril e a Benfica do futebol português, e a sua rivalidade envolve-mobiliza-sustenta-aquecem as emoções do futebol em Portugal.

Por conta disso, as pessoas falam do Estoril e do Benfica, as emoções são afloradas, as vozes emergem, a respiração-animação-vibração-ritmo da partida aflora com os sentimentos - e a emoção, ora mais forte ora mais suave, é pela vitória, é pelo triunfo ou é pela celebração do Estoril que se ergue na qualidade e na quantidade do seu jogo. Esse jogo é um desses momentos, e, por esse motivo, a memória coletiva tem de estar presente nas arquibancadas, é necessário que a respiração dos Estoril-Benfica alinhe a emoção da vitória ou do triunfo com os sentimentos de quem se liga a um desses clubes e a um desses países.

A memória coletiva dos Estoril-Benfica liga-a à época de Sousa Cintra como presidente do Sporting, liga-a ao título conquistado pelo Sporting naquela época e a um golo de Deco, naquela altura um jogador da formação do Benfica, que valeu a vitória ao Estoril. A imposição da memória é forte e perplaya também o Estoril-Benfica da época, a edição do ano anterior, em que a equipa da casa fez uma primeira parte de grande qualidade, mas não a repetiu e acabou por perder, ou a edição de há duas épocas, em que o Estoril, nas semifinais, esteve a vencer por 2-0 e a perder o campeonato.

3. O momento da equipa da casa: Estoril em ascensão

Desta feita, a equipa da casa encontra-se num momento positivo. Embora o registo precedente, incluindo um desafio da Taça de Portugal, não tenha sido categóricamente positivo, os últimos jogos da Liga fazem soar sinos de alerta na defesa benfiquista. Especial atenção deve ser dada às dinâmicas de transição em direcção à baliza contrária, suportadas na capacidade de Osmar e Léo transferirem a bola para as zonas de perigo no momento certo. O eléctrico desenvolvimento do ataque pode, por vezes, ser desorientador para o adversário e a solidez de Nicoletti deve ser tida em conta no superlativo número de golos marcados durante a temporada.

Não só na produção ofensiva, mas também na solidez da estrutura defensiva, a formação orientada por Vasco Ferreira assume enorme consistência. A criação de um eixo defensivo fiável foi um dos objectivos da equipa técnica, logrado com sucesso. O plano deve ser prosseguido, mas a ideia de jogo está mais desenvolvida. A fusão dos processos defensivos e ofensivos na estrutura colectiva é uma verdade e as particularidades do ataque estão a aparecer, embora em dois ou três momentos de cada jogo. A forma como a Estoril Praia pressiona a primeira fase de construção do adversário – e, em especial, a primeira fase de construção da primeira fase de construção do adversário – é um dos aspectos mais interessantes. A bipolaridade do estilo de jogo permite um clima de tranquilidade e segurança que transmite confiança a todos os jogadores em campo.

4. O gigante à frente: Benfica e suas marcas de época

É um gigante que não apenas se ergue acima dos demais, mas que lança uma sombra ameaçadora sobre todos os demais clubes da primeira divisão. Nos últimos quarenta anos, conquistou 28 campeonatos, entre os quais se destacam três consecutive, mais de dez Taças de Portugal, disputou treze finais da Champions League, na maioria como antepenúltimo jogo da prova, e ergueu mais cinco troféus da UEFA. Quando a sua força escasseou, acenou com uma solução simples, mas eficaz: reforçou-se, e o ciclo recomeçou. Nos dois anos anteriores, controlou os dois principais campeonatos de futebol, e as mais recentes contratações fazem prever que não terá dificuldades em somar mais um título. A única incógnita está na capacidade do grupo em suportar a pressão de todas as competições.

A influência de Roger Schmidt é evidente nas melhores individualidades da equipa. Gonçalo Ramos, Dário Silva, João Mário, David Neres, Ramos Ferreira e Gonçalo Guedes são apenas alguns dos jogadores que, após desempenhos abaixo das suas potências anteriores, reencontraram o brilho. O momento de maior evidência no Estoril, assim como o de menor evidência nacional, pertenceu a Leo Dubas. O seu futebol é mais de fluir do que de encontrar as soluções mais óbvias a cada momento. Podemos ver a sua influência não só em situações de 2x1 dentro do triângulo, mas também em outras situações em que com um toque mais requintado rompeu as zonas de pressão e deixou a equipa em boa fase de ataque. O esquema de jogo parece estar associado a uma escolha de opções simples e seguras, e o resultado está à vista.

5. Dinâmica tática: estratégias, ajustes e flertes com o acaso

Como as duas equipas se preparam para esta batalha? Se a formação habitual de Jorge Jesus se mantiver inalterada, verá o seu 4-4-2 apostado em pressionar em toda a largura do campo, para forçar perdas de posse rápidas e mortais. O Estoril, em 4-2-3-1, deverá buscar a profundidade nos momentos de ataque, aplicando-se depois a uma recuperação rápida no centro para evitar transições rápidas do adversário. A pressão a meio-campo será mais forte pelo corredor esquerdo, sem perder de vista as ausências de Mercado e Duarte, que obrigam a um reforço maior da ocupação coletiva. O Estoril procurará também o lado direito para explorar a fragilidade da ala defendida por Almeida e, com isso, acentuar o desgaste do lateral encarnado. A transição ofensiva poderá então alternar entre velocidade e cadência, e o flanco contrário deve ser mais utilizado em fase de construção, donde se espera um natural desconto de tempo. A formação da casa poderá ainda procurar ganhar o duelo pelo corredor central, com um dos trincos a subir nas transições e os dois extremos a posicionar-se em zonas diferentes.

Como qualquer outro jogo, este possui os seus momentos de sorte e azar. Num único jogo, um momento de infelicidade pode ser decisivo na marcação do resultado final. No entanto, ao longo da competição, o fator sorte dilui-se, e o acontece o oposto com a consistência. A forma como se perde ou ganha é por isso tão importante como o resultado. Neste sentido, procura-se que a equipa ganhe o jogo independentemente do resultado, ou seja, que mantenha a evolução na forma de estar e jogar, e que desenvolva um estilo que se agudize mesmo quando o adversário não o permite.

6. Impactos desejados: pontos, moral, e a dança das classificações

A vitória traria três pontos vitais, catapultando a equipa para a liderança provisória da liga, com o Benfica a lutar por um desfecho mais positivo. Uma derrota, por seu turno, seria um golpe certeiro na moral, especialmente para os mais jovens, e obrigaria a equipa a reavaliar as suas expectativas para o restante da temporada.

Os efeitos da partida, todavia, iriam muito além do resultado final. O Estoril também se preparava para os seguintes dois encontros, que bafejariam a sorte em dois estádios onde o apuramento para a fase posterior do torneio de clubes da UEFA parecia conturbado. Os últimos três pontos foram conquistados a jogar mal, portanto, seria expectável que destes três pontos o Estoril retirasse pelo menos um gostinho a mais, mesmo que a equipa não estivesse a jogar bem. A classificação na fase de grupos da UEFA estava bem encaminhada, mas um título na competição era uma meta ambiciosa. Os jogadores benfiquistas eram os favoritos, mas havia que ser ambicioso, por isso a vitória não era um impossível. Era urgente voltar a ter a auto-estima e confiança dos jovens no seu próprio trabalho, de modo a mostrar-se mais capaz nas restantes partidas.

7. Narrativas de jogadores: vozes em campo e suspiros fora dele

Um jogo é marcado por decisões, ações, falas e olhares, de jogadores e de quem está à volta. No Estoril vs Benfica, as expressões de um golo e de um falhanço, os diálogos em campo e as vozes de quem assiste contam histórias. Para além dos jogadores em destaque, cada um tem a sua história, muito própria e íntima, que surge em qualquer momento, nas boas decisões ou más decisões. Um golo é especialmente importante para uns, mais do que para outros. O mesmo acontece com o falhanço. Numa época em que se começa a dançar a sério na tabela, mesmo a classificação não é assim tão importante. O que está em jogo é o que se sente, é o que se vive, é a vida dos adeptos: a necessidade, a exploração, a luta pela sobrevivência.

Alguns jogadores não têm um grande carinho pelos seus clubinhos, têm-no mais pela carreira que pela cor. A decisão que têm de tomar na sua vida profissional é sempre muito ponderada, se têm de mudar para um rival, para um rival directo, para um rival que está a ameaçar a cores ou para um rival que está a ameaçar a própria sobrevivência. Outros, como o Gonçalo Oliveira, cresceram de tal maneira em Estoril, desde o infantário até à equipa principal, que só podem agradecer aos que o ajudaram. É normal que esse carinho se traduza em gestos, em lágrimas, em vozes emocionadas.

8. Atmosfera e emoção: fãs, cor, som e poesia do estádio

O Estoril, definitivamente, não está só. As incidências históricas marcam, sem dúvida, o pulsar do povo na celebração de um jogo, o Estoril e o Benfica, nem sempre amistoso. As duas turbas, como se diz em trânsitos de cor, estão sempre presentes, em cada momento do jogo. E, em especial, na poesia do estádio. Uma “taça” literária, com tons de azul e amarelo, pronta para ser servida com os sons da equipa da casa. Nas bancadas, as cores do Estoril, azul, amarelo, esvoaçam ao sabor do vento que, a par dos cânticos da massa adepta, incitam a equipa a dar o melhor em campo. Os sentidos estão mais que despertos. Ouviste o cântico que desce da serra? O “Sons, que cantas e gritas”, unindo todos nesta busca por uma vitória?

Repara! Neste momento não é só a voz que cria um efeito. É também uma imagem que ressoa. A massa adepta, qual mar numa das bifurcações do Tejo, seja entre a praia do Tamariz e a do Guincho, ou entre o Estoril e a Pérola do Atlântico, mexem-se numa coreografia, ora para a direita, ora para a esquerda, ora para o céu, na matiz amarela, ora para a profundidade da terra, na moldura azul, mas sempre numa continuidade com a melodia que se apodera do ar e cria um fluxo inexorável.

O Estoril não está só. O Estoril, está acompanhado, desde o Norte a Sul de Portugal, em cada momento do jogo. E, em especial, na memória do Estoril, que continua a ser escrita em conjunto com as vozes que ainda se ouvem nas bancadas: “A bandeira da humilhação, Homenagem a um grande clube, que em Portugal sempre foi e será, O Estoril passa em férias, E o Estoril não está só.”

9. Implicações para o desenrolar da temporada: consequências a curto e longo prazo

Os objetivos imediatos são diferentes, apesar da proximidade na tabela e da coroa de líder do Benfica. O Estoril aspira somar os três pontos, ambição óbvia, mas não a única. A ganhar, a equipa azul-e-branca estabiliza a classificação e infunde ânimo renovado nos adeptos – os que vão a Vila do Conde, os que ali se reencontram, os que ficam e os que estão longe. O Benfica, seu rival, tem outros pontos a conquistar. Não está em causa a liderança. Estoril e Benfica procuram rotinas, a mística, a auto-estima, a parte de uma história por contar.

As consequências também são diferentes e podem não se relacionar: um resultado positivo para o Estoril não é decisivo, apenas revela uma faceta do sonho. O processo é, portanto, mais importante que o resultado. O Benfica não apresenta superlativos em nenhuma das suas vertentes. Apesar da reputação, o Benfica não é uma equipa de topo. Contudo, a qualidade de jogo e a amplitude dos recursos estão presentes quer seja numa accão ofensiva, quer a defender. A cada jogo é permitido algum flerte com o acaso; a experimentação abre a porta aos erros, mas também à inovação. Ao que tudo indica, o Estoril vai apresentá-la.

10. Conclusão: o jogo como ponte entre sonho e realidade

O jogo Estoril vs Benfica marca o início de uma nova fase na trajetória do Estoril na temporada 2021/2022. É uma partida carregada de simbolismo, um encontro entre o sonho e a realidade. O Estoril acredita nas suas capacidades e no seu potencial, trabalhou afincadamente para conquistar um lugar na primeira metade da tabela classificativa e procura agora sustentar o desejo de sonhar com um futuro melhor e mais estável, também na primeira divisão.

Por outro lado, no horizonte está um gigante que, mesmo que nos últimos anos não tenha cumprido o seu lema de “Ser Campeão”, tem uma força avassaladora, uma capacidade ofensiva verdadeiramente monumental e uma necessidade permanente de vencer. É um dos melhores conjuntos da Europa, que joga ao ataque, que marca golos com facilidade e que, independentemente da fase, está sempre a lutar pela conquista do título nacional. É um dos melhores adversários que pode existir e, por isso, a concentração e o foco têm de estar no pico máximo.

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